Bombeiros se despedem de mascote
Publicado: 10 de julho de 2017 - Hora: 14:56

Há 10 anos atrás nascia o Farda Velha mais conhecido pelos militares do Corpo de Bombeiros do Pará como “Negão” que nasceu dentro do quartel e por isso se tornou cria da guarnição, ele conseguiu atrair o amor e carinho de todos que passaram pelo 27° GBM e arredores.
“O negão expressava muita lealdade pela farda dos Bombeiros e aquilo me chamou atenção, como eu tenho afinidade com animais, eu criei um vinculo com ele, comprava ração, dava banho, comprava medicamentos. Chegou um momento em que ele foi atropelado e nós cuidamos dele, levamos em uma clínica veterinária particular, e ele recebeu o amor e companheirismo dos militares. Depois que eu sai do quartel da unidade continuei visitando, entrava em contato pra saber como ele estava, todos sabiam do amor que eu tinha pelo cachorro, eu era o único que dava banho nele. Fiquei muito surpreso e triste com a notícia”, afirmou o O 2° Tenente Leonildo Silva.
Com muitas histórias para contar, um de seus momentos marcantes do “Negão” era sua presença frequente do no Estádio Olímpico do Pará em dias de jogos. Ele via a viatura dos Bombeiros ligar o motor e já sabia que naquele momento a guarnição ia sair e tinha seu lugar reservado onde ficava o setor de apoio das viaturas dentro do campo de futebol. Além de ser muito disciplinado, sabia que não podia passar pra pista, tinha o entendimento de que o lugar dele era ao lado da guarnição, ao longo dos tempos ele ficou conhecido por estar sempre ao lado dos bombeiros.
“Ele era um cão muito esperto e conseguia reconhecer os militares pela farda e só aceitava quem entrava fardada, estranhava quando não reconhecia os bombeiros. Apesar de ter sido criado pelo quartel ele um cachorro alegre e livre. Ele fazia um excelente trabalho na segurança e amedrontava pelo seu latido forte e as guarnições se sentiam mais segura com o ‘negão'”, afirmou a Major Mônica Veloso.
O Sub Tenente Adiel Azevedo fala sobre o carinho que os militares tinham por ele: “Todos os bombeiros do 27° GBM cuidavam dele e gostavam do cachorro, pra onde a gente ia ele nos acompanhava, desde a educação física ao Mangueirão quando íamos para o serviço, sempre nas proximidades. A perda dele é irreparável, nunca terá um substituto, um carinho, amor, o carisma e aproximação que ele tinha. Como o negão nasceu aqui, nós vimos toda fase de sua vida porque ele nasceu, viveu e morreu aqui, e deixou seu parceiro conosco, o Huck foi resgatado da rua e chegou aqui magro e maltratado, cuidamos, demos comida e carinho, foi um grande companheiro do negão”.
O “negão” foi um cachorro cheio de histórias e representa todos os cães das Unidades Bombeiros Militar. Conhecido por todas as guarnições e sua alegria de estar ao lado da tropa, sempre foi bem tratado pelos militares, acompanhou de perto o jogo da Seleção Brasileira e brincou com o Ronaldinho Gaúcho em sua vinda ao Pará.
Nas últimas partidas, o cãozinho já não estava presente, por questões de saúde em decorrência de sua idade avançada. “Negão”, era um cachorro vira-lata, figura marcante nas partidas de futebol no Estádio Olímpico do Pará, e deu adeus à corporação na quarta-feira, (14). Os militares que tiveram envolvimento com o cão se despediram e vão sentir saudades da companhia do cão amigo.

Texto: Carlos Yury

Fotos: Carlos Yury / Contribuições via whatsapp

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