Grupamento Marítimo Fluvial realiza instrução de Salvamento com aeronave
Publicado: 12 de dezembro de 2017 - Hora: 11:48

Grupamento Marítimo Fluvial realiza instrução de Salvamento com aeronave

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Bombeiros de diversas unidades participaram do 1º Estágio de Operações Marítima Fluvial, realizado pelo Grupamento Marítimo Fluvial (GMAF) que teve início no dia 29 de novembro e termina no dia 12 de dezembro com solenidade e entrega de certificados para os envolvidos.

“O GMAF é o grupamento marítimo que abrange todo o Pará e nós temos representantes de várias unidades do Estado, nós estamos aparelhando e ensinando diversas instruções para operar no salvamento aquático, nós temos que preparar todos as unidades, apesar de o número de ocorrências serem maior na capital, não podemos deixar de alcançar os demais, nós temos a necessidade de um suporte para nossa equipe e de militares de outros municípios com o preparo adequado para operar nessas mesmas missões, com aeronave, com embarcações, com técnicas mais específicas e avançadas de salvamentos”, pontuou o comandante do GMAF, capitão Marcos Scienza.

Na instrução estiveram presentes soldados do 1° Grupamento Marítimo Fluvial, do 5° Grupamento Bombeiro Militar – polo Marabá, 11° GBM – Breves, do 13° GBM em Salinas, o 26° GBM de Icoaraci e do quartel de Salvaterra.

Durante duas semanas integrais de estágio, os militares foram submetidos a situações de resgate e salvamento com as disciplinas: Treinamento físico militar, técnicas de salvamento, mergulho livre, primeiro socorros a afogados, orientação e navegação, operações subaquáticas, manutenção de motores e salvamento com aeronave.

A instrução de salvamento com aeronave foi ministrada pelo tenente coronel Zell, major Cledson Oliveira, tenente Douglas Morais e o Cabo Michel Carvalho, na ocasião foram abordados os procedimentos adequados na realização de ocorrências com a aeronave, as formas adequadas no embarque e desembarque, o salto correto de dentro do helicóptero, os cuidados básicos e os fatores de riscos, tudo isso é fundamental para garantir a segurança da tripulação, do guarda vida e realizar um salvamento eficiente.

“É preciso especificar ao máximo para que o entendimento seja concluído com sucesso. Os procedimentos padrões dentro e fora de uma aeronave é fundamental, neste caso, é um estágio de salvamento aquático, então como abordar, como fazer um salto de dentro do helicóptero. A eronave potencializa o efetivo de terra, nós conseguimos chegar com melhor e maior facilidade à vítima, então com essa instrução nós diminuímos o tempo de chegada em uma vítima e proporcionando um salvamento mais rápido e eficiente”, afirma o tenente Douglas Morais.

E completa o major Cledson Oliveira co-piloto da aeronave realizada na instrução e reafirma a importância sobre os cuidados básicos no salvamento que: “é preciso estar ciente no local de pouso se é adequado, a direção do vento, verificar se a área está limpa e corretamente isolada, isso são fatores preponderantes para realizar uma ocorrência segura, então o conhecimento deles a cerca de todos esses fatores que oferecem riscos para a operação é importante que seja minimizada, criando essa percepção para os alunos. São fatores que ocasionam o risco para a aviação e alertar sobre os possíveis riscos, irá ter uma percepção mais voltada para as atividades aéreas e que possam se atentar para minimizar esses fatores de riscos”, declarou.

Yasmin Matinni é recém soldada e hoje atuante no quartel de Salvaterra (coloca o GBM) está participando desde o primeiro dia do OPMAR e conta que tem sido um grande aprendizado para sua carreira, “podemos adquirir um conhecimento que vai nos capacitar para futuras ocorrências no meio aquático, aprendemos sobre a navegação, motores, náuticas e agora o salvamento aéreo pulando do helicóptero e isso enriquece nosso conhecimento, e nós estamos sendo privilegiados de fazer parte disso e ter a oportunidade de vivenciar essa experiência”, disse a soldada.

O principal objetivo do estágio é qualificar os Bombeiros do CBMPA para diminuir os índices de afogamento. No ano de 2014 foram registrados 144 óbitos por afogamento, em 2015 foram 149, no ano de 2016 o número de óbitos por afogamento aumentou para 155 e em 2017, até o mês de novembro, já foram registradas 110 mortes da mesma natureza.

Por Carlos Yury