DEFESA CIVIL INTENSIFICA AÇÕES NO ESTADO DO PARÁ

O inverso amazônico vem causando grandes prejuízos em alguns municípios. O aumento do volume pluviométrico deste ano, bem acima do esperado e acima da média dos últimos 10 anos, com 2100 milímetros só de janeiro a abril, em maio já choveu 260mm só nas primeiras semanas, vem causando inundações, enxurradas e destruição de pontes e vias urbanas e rurais.

De acordo com o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) as fortes chuvas vão continuar até o mês de julho por causa da Zona de Convergência Intertropical que aumenta a temperatura das águas do oceano da costa norte, e consequentemente as cidades mais próximas desta área são as mais afetadas – Região Metropolitana de Belém, ilha do Marajó e nordeste paraense.

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil já atendeu 47 municípios, desde o auxílio para o registro no Sistema Integrado de Informações de Desastres (S2ID) até a decretação da Situação de Emergência.

As ações de ajuda humanitária minimizam os danos dos desastres, pois levam às famílias atendimento com psicólogos, assistência médica e o recebimento de cestas básicas de alimentos, água e colchões. Muitas destas famílias ficam precisam deixar suas casas e buscar ajuda de familiares, amigos ou mesmo auxilio do poder público.

Os Técnicos da CEDEC estiveram presentes nos diversos municípios, em conjunto com os técnicos destes municípios, para cadastrar as famílias atingidas, as áreas degradas e destruídas pelas ações das chuvas, como em Viseu que decretou situação de emergência e teve 22 comunidades atingidas pelas chuvas intensas e 144 pessoas receberam atendimentos diretos da defesa civil municipal. Na ilha do Marajó, Chaves, Cachoeira do Arari, Ponta de Pedras e Breves foram auxiliados pela CEDEC no registro no S2ID sobre as inundações ocorridas.

Concomitante a estas ações, a CEDEC vem trabalhando na capacitação dos agentes municipais de defesa civil. As Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC) recebem treinamento teórico e prático sobre cadastramento e registros dos desastres, planejamento e execução do plano de contingência, além da legislação vigente sobre o tema. Itaituba, Paragominas e Redenção foram as cidades polos destas capacitações, abrangendo os municípios vizinhos. Estão agendados ainda Brasil Novo, Maracanã, Breves e Belém fechando ainda no primeiro semestre de 2019.