Projeto de Indicação n.°13/2016 para mergulhadores do CBMPA é aprovado
Publicado: 10 de julho de 2017 - Hora: 14:49

Militares do Corpo de Bombeiros do Pará, participaram da votação do Projeto de Indicação n.°13/2016 que foi aprovado na manhã desta quarta-feira na Assembléia Legislativa do Pará. O projeto cria o adicional de compensação orgânica referente à atividade de mergulho de resgate exercida por parte do efetivo do CBMPA.

O projeto sobre a criação do adicional de compensação orgânica, para os profissionais do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, que desenvolvem atividade hiperbárica foi indicado pelo Deputado Raimundo Santos e foi criado pela necessidade de reconhecer os riscos do exercício de mergulhadores que é considerado como extremamente perigoso.

“É um projeto justíssimo para os Bombeiros Militares que são mergulhadores, vivemos em um Estado com muitos rios, muita água, muitos afogamentos, naufrágios acontecem e o Pará é o Estado que foi iniciador com esse trabalho de mergulhadores para a Região Norte, desde 1981 quando houve o naufrágio do Sobral Santos II que viu uma grande necessidade de preparo da equipe, levando em consideração os aspectos técnicos, psicológicos e emocionais. Desde lá, nós temos bons mergulhadores que devotam o seu amor diário, como sacerdócio para o salvamento de pessoas, de bens, e nada mais justo que eles percebam o diferencial, além, de dar o entusiasmo para cada um cumprir seu papel, o que eles já fazem com excelência hoje, vai servir como atrativo para que outras pessoas se interessem na especialização de Bombeiros em mergulho de resgate”, afirmou o Deputado Raimundo Santos.

Os militares que exercem essa função na Marinha e nos Estados do Amapá e de Rondônia já recebem o adicional de compensação. O Capitão Bombeiro Militar Leonardo Sarges que realiza o trabalho de mergulhador de resgate esteve presente na reunião e comentou sobre os riscos da atividade. “Quando se mergulha, o Bombeiro Militar coloca o corpo sob pressão, quanto mais fundo, maior será a variação de pressão e essa variação provoca vários danos ao organismo. Entre os riscos, estão: o enrosco no fundo, onde o bombeiro corre o risco de não conseguir se desvencilhar; o ar de cilindro acabar e diversos outros que podem levar o Militar à óbito”.

A atividade de mergulho existe há mais de 50 anos no Estado do Pará, com o primeiro mergulhador de resgate do CBMPA, o Coronel da reserva remunerada Marcos Aurélio Aquino Lopes, o qual foi formado pela Marinha do Brasil em 1982. Atualmente a ONU considerou o trabalho desenvolvido por mergulhadores como a 2° atividade mais perigosa do mundo. As estatísticas de afogamento no Estado do Pará aumentam mesmo com a prevenção exercida pelos Bombeiros Militares. No ano de 2015 foram 149 afogamentos, em 2016 o número foi de 156 e neste ano já foram registrados 43 afogamentos em todo o Estado.

 

Texto: Eduardo Monteiro

Fotos: Carlos Yury

Compartilhar: