Prática de Operações em Áreas de Selva é realizada pelos alunos do CFP – Polo Abaetetuba
Publicado: 22 de agosto de 2017 - Hora: 12:58

Prática de Operações em Áreas de Selva é realizada pelos alunos do CFP – Polo Abaetetuba

Os alunos do 6º Pelotão (Polo Abaetetuba) realizaram no dia 18 a 20 de agosto de 2017, o encerramento do Curso de Formação de Praça com a disciplina Prática de Operações em Áreas de Selva (POAS), que ocorreu no sitio localizado na PA 252, no Município de Abaetetuba. A programação foi organizada pela coordenação do curso e pelo instrutor da disciplina, Sargento BM Roberto e auxiliado pelo Cabo BM Anildo, que contou ainda com a logística e suporte do efetivo do 15º Grupamento Bombeiro Militar de Abaetetuba. 

A jornada teve início às 20h00 da sexta, no 15º GBM Abaetetuba, de onde partiram por volta de 01h da madrugada de sábado, percorrendo cerca de 15 km até o local. Durante todo o período da prática, os alunos receberam instruções de sobrevivência na selva, iniciando com a construção de abrigos pelas equipes, nos locais em que foram alocadas. 

Foi dado prosseguimento com instruções de navegação com bússola, GPS, confecção de armadilhas e busca de alimentos e ainda, durante a noite, a utilização da Técnica do AVOT (Audição, Visão, Olfato e Tato) – exercício para estimular os sentidos do militar, nas situações onde possa através destes localizar vítimas e objetos na selva. Na manhã do sábado, cada equipe construiu sua jangada para a prática de transposição de curso d’água, percorrendo aproximadamente 1000 metros. 

Em seguida foi realizada a preparação e a prática de Busca e Resgate de vítimas de Acidente aéreo em área de selva. As equipes receberam as coordenadas e seguiram em direção “às vítimas” que deveriam ser resgatadas, encerrando desta forma as atividades que foram concluídas com o retorno ao 15º GBM Abaetetuba por volta das 18h00 do domingo. 

Para o aluno CFP BM Drago: “a prática realizada sem dúvidas foi um diferencial no curso. Vivemos em um local cercado por rios e matas fechadas, onde a possibilidade de agir nessas situações é uma realidade muito próxima e nós precisamos estar preparados para lidar com o cansaço, a restrição de alimentos e de água, perigo por animais peçonhentos, o frio, entre outros riscos. Alguém nessas situações precisa da gente, e isso nos ajuda a ter condições de socorrer. Sem dúvidas foi um desafio imenso e que mais uma vez, mesmo com todas as dificuldades e exaustão, o 6º Pelotão conseguiu concluir a missão com sucesso”, afirmou.  

O coordenador do 6º pelotão, 1º Tenente QOBM Jairo, ressaltou a importância da relação teoria-prática, onde o instrutor tem o papel essencial de exercer a criticidade diante dos alunos e do conhecimento, e também possibilitar que os alunos exerçam sua criticidade diante do exposto, que construa suas próprias percepções do conhecimento, mas com o auxílio e a orientação do instrutor. Salientou também, que a prática deve fazer parte do processo formativo do sujeito como pessoa e também como profissional, já que é indissociável do ato educativo. 

Por AL CFP BM Jayse 

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