Bombeiros da Vida

Idealizado pelo Ministério da Saúde, o Projeto Bombeiros da Vida surgiu com o objetivo de aumentar e complementar a coleta de leite humano. Implantado em 2002, em Belém, através de uma parceria entre o Banco de Leite Humano da Fundação Santa Casa do Pará (FSCMPA) e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará. O Projeto participa diretamente de atividades como: sensibilização das puérperas, cadastramento de doadoras, coleta domiciliar de leite doado, divulgação em escolas, empresas, eventos e postos de saúde, entre outros, com a finalidade de apoiar a amamentação exclusiva até os seis meses de vida, e estimular a doação de leite humano no Estado.

São realizadas diariamente, contato telefônico com as doadoras, organização das rotas por bairros para a realização da coleta domiciliar, visitas domiciliares e registro do leite doado, para posterior controle de qualidade, por uma equipe composta de 18 militares e 04 voluntárias civis. Por dia, cerca de 70 atendimentos domiciliares são realizados, com orientação das mães quanto à ordenha e armazenamento adequado do leite que será doado, assim como é oferecido apoio em dificuldades que possam ter ao amamentar.

Desde sua fundação, o Projeto tem contribuído de forma significativa para o aumento de estoque de leite humano no Banco de Leite, pois houve redução da falta de leite para o berçário. Até maio deste ano, como resultado da atuação direta do Projeto Bombeiros da Vida, foram realizadas 5.688 visitas domiciliares, com cerca de 36 atendimentos de apoio as mães, principalmente os relacionados aos problemas da amamentação: fissuras, ingurgitamento, mastite, entre outros, 384 novos cadastros, e uma média de 1.318.246 litros de leite humano coletados no período de janeiro a maio/2012, com 302 doadoras cadastradas.

Atualmente o PBV percorre 35 bairros da região metropolitana de Belém, bem como os municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides, Castanhal, Santa Izabel do Pará, Santa Bárbara e Distrito de Mosqueiro. O desafio é ampliar as atividades desenvolvidas e expandir o número de doadoras ativas, uma vez que o volume de leite coletado ainda não é suficiente para alimentar os recém-nascidos internados no berçário da FSCMPA.