Defesa Civil monitora processo de erosão na orla de Ajuruteua, em Bragança.

    

Há um ano a Defesa Civil do Estado vem acompanhando o processo de erosão na orla de Ajuruteua, em Bragança, no nordeste paraense. O trabalho conjunto com o município, Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Superintendência de Patrimônio da União (SPU), Ministério Público Federal e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) tem como objetivo, principalmente, a conscientização da população local. “O processo de erosão é natural. A ocupação desordenada do espaço agrava e acelera os danos”, explica o capitão Bruno Freitas, chefe de Operações da Defesa Civil.

Relatório feito no ano passado pelo Serviço Geológico do Brasil apontou um avanço de 25 metros da água em sete anos em Ajuruteua. O documento destacou ainda dois pontos de risco na área, que deixam os órgãos de segurança de sobreaviso: erosão marítima e inundação. Para evitar maiores danos ambientais, sociais e econômicos na região, desde o ano passado as autoridades vêm notificando e retirando os moradores do local. Em um ano, 30 pessoas foram desalojadas, ou seja, perderam as casas pela ação da maré, mas tinham condições de morar em outro lugar. Segundo a Defesa Civil, 37 pessoas ainda devem ser desalojadas.

As fortes chuvas intensificaram os processos erosivos em vários municípios do Pará, aumentando os riscos de alagamentos, enxurradas, inundações e desabamentos. Entre as ações de monitoramento da Defesa Civil, está a emissão diária de boletins climáticos, indicando a tábua de maré e a previsão do tempo, mantendo sempre em estado de alerta as defesas civis das cidades. “Nossa prioridade é o monitoramente da área, sempre”, ratifica o capitão Bruno Freitas.

O processo erosivo é provocado pela ação do vento, da maré, da chuva ou de qualquer evento associado ao tempo. A atitude do homem somada à ação da natureza gera a aceleração do processo. “Na região amazônica, há a cultura de ocupação das margens dos rios e mares, o que acaba danificando ainda mais a estrutura natural dos espaços”, pontua o capitão Bruno.

A Semas vem fiscalizando a ocupação desordenada na área litorânea de Ajuruteua, assim como de outras cidades, a fim de coibir a instalação indevida e perigosa de casas e comércios em áreas consideradas de risco. A ação faz parte do acordo firmado entre os governos estadual e o federal por meio do Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima, o Projeto Orla. As ações buscam o ordenamento dos espaços litorâneos sob domínio da União, aproximando as políticas ambiental e patrimonial, com ampla articulação entre as três esferas de governo e a sociedade.

 
Texto: Bianca Teixeira - Secretaria de Estado de Comunicação
Fotos: Agência Pará